Não há espaço em útero arredio,
encolhido pelo medo, choro a fio,
Não há espaço para o despontar da gana
em um falho humilde compasso,
Não há espaço para o poema que destoa
que por ferido dá-se desgosto.
Não há espaço para ti que des-nasce
que escoa.
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