(...)
É este então o fim, meu bem. Nada que aconteça numa lentidão observável.
Será demorado, mas será um absurdo. Um fio de tempo estendendo-se no
limbo permanente. Um fim que nascerá todo dia em caótico desarranjo com a
paciência. Um fim desmedido e perpetuado na inconsciência humana,
rasgando os lençóis antigos da simbólica realidade.
Um fim sem par, amor.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Cegueira bruta
Estou cega
é que não enxergo o tremeluzir que a luz apresenta n'água
e de toda a luz que poderia se encaixar nos meus olhos
eu só clamo esta que se funde na chuva
Mas não há mais
não há mais claridade que se encaixe nas minhas pupilas
eu afogo meu rosto no rio,
frustrada
e percebo ao sair somente a sombra
a sombra em mim eternamente agarrada.
é que não enxergo o tremeluzir que a luz apresenta n'água
e de toda a luz que poderia se encaixar nos meus olhos
eu só clamo esta que se funde na chuva
Mas não há mais
não há mais claridade que se encaixe nas minhas pupilas
eu afogo meu rosto no rio,
frustrada
e percebo ao sair somente a sombra
a sombra em mim eternamente agarrada.
Confusas observações sobre o que nasce
e no berço de tudo, meu bem, vc ainda vai descobrir
que há somente o limbo poético desgarrado de ti
que se há começo
não precisa haver de ter o fim
porque o nascimento que se dá neste berço que observas
já é aquilo que poderia considerar também a morte
foi um desfazer de partículas, afinal
a origem foi a enunciação de um verbo que partiu
que há somente o limbo poético desgarrado de ti
que se há começo
não precisa haver de ter o fim
porque o nascimento que se dá neste berço que observas
já é aquilo que poderia considerar também a morte
foi um desfazer de partículas, afinal
a origem foi a enunciação de um verbo que partiu
Sobre as desinteressantes concretudes que nos tomam.
Não me interessa a forma expressa
em concretudes inquestionáveis
nem a sombra exata que incide sobre os corpos
sem transfigurar banalidades.
Me interessa sim,
no entanto,
a angústia que não nomeia os prantos
o choro curto e soturno
das esferas caóticas que manejam a criação de outros universos
Me interessa o fantástico contorcimento das partículas do absurdo.
De tudo que no final é só um fino tudo.
Um tudo demasiado grande para a concretude desinteressante,
poder definir.
em concretudes inquestionáveis
nem a sombra exata que incide sobre os corpos
sem transfigurar banalidades.
Me interessa sim,
no entanto,
a angústia que não nomeia os prantos
o choro curto e soturno
das esferas caóticas que manejam a criação de outros universos
Me interessa o fantástico contorcimento das partículas do absurdo.
De tudo que no final é só um fino tudo.
Um tudo demasiado grande para a concretude desinteressante,
poder definir.
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