Uns serzinhos frenéticos são dispostos paralelamente uns aos outros em pequeninas cadeiras onde devem ficar durante o dia inteiro.
Os intervalos são previamente determinados, as exceções se fazem segundo as constantes necessidades fisiológicas dos serzinhos, que, espertos, utilizam-na como forma de burlarem pequeninamente a exaustão sistemática do tédio.
Dão, aos serzinhos, lápis, borracha e caderno, onde devem expressar somente o que lhes é passado, mesmo que não compreendam;
A observação é mínima, o entendimento é mínimo. A ordem é máxima e dura e aguda.
A energia dos serzinhos deve ser o tempo todo contida; As poucas atividades extra-classe não necessariamente os conecta com o mundo. São apenas breves escapes que contraditoriamente servem para discipliná-los também ao ar livre.
O recalque de tamanha energia, naturalmente, haverá de desembocar num futuro próximo em alguma curva inesperada e irônica para o que se espera da vida de tais serzinhos.
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