segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Alcunha de civilizados.

Então falava eu sobre a nudez num jantar em família. Os assuntos pretendiam-se banais, porém em um deslize, toda superficialidade torna-se uma polêmica. E meu primo, ao falar sobre uma mulher que fazia compras usando apenas um biquine, estampou na face uma expressão estúpida, moralmente embasbacado com a liberdade alheia. Falei: pois então achas mais lógico que nos encapotemos em nome de um pudor fantasma, para então abrir mão dos espaços públicos, nos reservando aos minúsculos espaços refrigerados, para talvez assim então recebermos a alcunha de civilizados?

Recebi nada mais que um olhar vago, que nem sequer conseguia me focar. Uns argumentos pequenos ditos em murmúrios incompreensíveis, e do outro lado da mesa, um riso que se divertia com a situação inesperada.

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