Pudesse eu estender os braços, realmente estendê-los.
Separando os dedos uns dos outros, esticando-os, e podendo assim deixar passar o ar por eles.
Quem me dera, pudesse eu despregar os pés do chão
desenterrá-los, desenraizá-los da noção de concretude.
Estaria eu então desapegada,
Mas estou assim, assim como você.
Estática, tal qual uma árvore, que se estica, com a aparência ainda petrificada.
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