Vendo o ar rodopiar frente a ti no espelho
senti a amarga vaidade tua
atear fogo aos vãos sentidos
O ar enegrecido por fútil desejo
a emaranhar-se continuava
em perdido espírito.
Em alta glória teu convulsivo sentido
Permanecia a extasiar-se
era arfante, destemido
Mas presos a uma carne,
teus pés afundavam em solo corrosivo
Que contraste!
Ora teu olhar se elevava calmo,
Ora teu físico, não propício ao ato,
Desfalecia, desconjuntava-se,
Morria.
E eu desfeito,
arquejava em teu peito
soterrado no ar de desvario.
Nenhum comentário:
Postar um comentário